
UBCI nasce para defender os interesses dos circenses
A União Brasileira dos Circos Itinerantes (UBCI) foi criada em 27 de março de 2006 por um grupo de dirigentes circenses liderados por Marlene Olimpia Querubin, Wladimir Spernega, Marcio Stankovich, Luz Dalma Portugal, Dalva Roiter e Augusto Stevanovich, entre outros que sentiram necessidade de representar e defender os interesses da atividades dos circos como patrimônio cultural do Brasil, bem como lutar pela sobrevivência de uma comunidade que envolve empresários, artistas, seus familiares e prestadores de serviços.
Não foi por acaso que o dia escolhido para formalizar a entidade foi 27 de março, data em que se comemora no País o Dia do Circo. Entendemos a atividade circense em toda sua plenitude: para produzirmos arte, cultura e lazer, somos responsáveis socialmente e economicamente pela manutenção do emprego de um elevado número de artistas, de outros empregados fixos e temporários, além de contratarmos serviços de vários fornecedores.
Além de representar o circo junto às autoridades federal, estaduais e municipais, bem como ao poder judiciário em todas as instâncias, e lutar pela criação de leis que visem dar condição a apresentação do circo e ao trabalho dos circenses em todo o território nacional, a UBCI promove a solidariedade entre os diversos profissionais da atividade circense. Também estimulamos a realização de seminários, debates, mostras e festivais que impulsionem a atividade do circo no Brasil. Da mesma maneira, o aprendizado dessa arte milenar em suas variadas técnicas e formas de expressão está entre nossas prioridades.
Atualmente, a principal bandeira de luta da UBCI é a campanha junto ao Congresso Nacional pela regulamentação de uma das mais tradicionais atividades circenses – a apresentação de animais amestrados em espetáculos no picadeiro. Essa mobilização foi deflagrada por um grupo de dirigentes circenses em 2000, quando organizaram um encontro com representantes de todo o Brasil em Brasília. Os participantes decidiram encaminhar uma proposta de regulamentação da presença de animais em circos aos congressistas, o que foi feito ainda naquele ano. O documento serviu de base para o projeto de lei número 397, apresentado em 2003 pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Esse movimento inclui ainda o esclarecimento junto à opinião pública das condições de tratamento dos animais de circo, com cuidados de saúde, alimentação, transporte, manutenção e segurança do público. Intensificada no ano passado, a mobilização mostrou o poder de articulação da comunidade circense no Brasil.
Uma de nossas primeiras ações foi indicar o diretor de Circo da Funarte, Marcos Teixeira, dentro da estratégia de mostrar aos órgãos responsáveis pela formulação de políticas públicas culturais a importância de fortalecer os circos. Também cumprimos uma extensa agenda para levar o máximo de informações aos prefeitos e governos estaduais, com a finalidade de facilitar os trâmites burocráticos das empresas circenses com os municípios, que geralmente exigem uma série de requisitos burocráticos para autorizar a instalação das lonas nas cidades.
Outro foco da UBCI é incentivar espetáculos beneficentes por parte dos circos, e outras ações sociais. Já é uma prática dos circos a doação de espetáculos gratuitos a entidades que cuidam de menores carentes, estudantes da periferia, abrigos de crianças e idosos, incluindo entre os consumidores de cultura essa parcela do público. Ampliar o número dessas ações é um dos pontos principais de nossa agenda, fazendo com que o Circo Social contribua para trazer as camadas de baixa renda para as atividades culturais.













